por Rodolpho Sá
Implementar um conjunto de ferramentas de segurança ao longo do ciclo de vida de desenvolvimento é apenas o começo. Sem um processo estruturado para gerenciar os resultados, as equipes podem rapidamente ficar sobrecarregadas por uma enxurrada de alertas, levando à “fadiga de alertas”. O gerenciamento eficaz de vulnerabilidades não se trata apenas de encontrar falhas; trata-se de priorizá-las e corrigi-las com base no risco real que representam para o negócio.
Uma falha crítica em muitos programas é depender exclusivamente de pontuações de severidade técnica como o Common Vulnerability Scoring System (CVSS). Uma vulnerabilidade com CVSS alto em um sistema interno não crítico pode representar um risco de negócio muito menor do que uma falha de severidade média em uma aplicação de pagamento voltada para o público. Um modelo de priorização maduro deve, portanto, traduzir a severidade técnica em risco de negócio tangível.
A gestão estratégica de vulnerabilidades na TIVIT deve transcender a análise técnica isolada para adotar um modelo de priorização baseado em risco de negócio. Essa metodologia integra a Severidade Técnica (CVSS) como base normativa, a Inteligência de Ameaças, com foco em bases como o catálogo KEV da CISA para identificar explorações ativas no mundo real e, fundamentalmente, o Contexto de Negócio, que calibra a resposta de acordo com a criticidade do ativo, sua exposição à rede e o impacto regulatório sobre dados sensíveis.
Uma vez que as vulnerabilidades são priorizadas com base no risco de negócio, devem ser estabelecidas expectativas claras para a remediação. Isso é alcançado através de acordos de nível de serviço (SLAs) para remediação, que definem o tempo máximo permitido para corrigir uma vulnerabilidade com base no seu nível de risco.
A governança de cibersegurança estabelece janelas de remediação rigorosas e baseadas em criticidade, assegurando que vulnerabilidades de risco crítico sejam mitigadas em até 7 dias, enquanto ameaças de alto impacto devem ser resolvidas em 30 dias. Para riscos moderados e baixos, o cronograma estende-se para 90 e 180 dias, respectivamente. Isso cria uma estrutura clara de responsabilidade e garante que as ameaças mais significativas sejam tratadas prontamente.
Para gerenciar este processo na velocidade do DevSecOps, a automação é essencial. O fluxo de trabalho ideal envolve a integração de ferramentas de varredura de segurança diretamente com sistemas de rastreamento de problemas como o Jira ou o TIVIT Sensr.
A automação da resposta a incidentes na TIVIT integra inteligência e agilidade ao fluxo de trabalho, garantindo que, diante de uma nova vulnerabilidade, o sistema execute de forma autônoma o modelo de risco híbrido para priorização imediata. Uma vez que o risco ultrapassa os limiares de segurança estabelecidos, a plataforma gera e direciona automaticamente um ticket à equipe de desenvolvimento responsável, fornecendo um pacote completo de contexto técnico que inclui a localização precisa da falha e diretrizes acionáveis para a remediação célere.
Essa automação transforma os achados de segurança de relatórios estáticos em tarefas acionáveis, incorporando a remediação diretamente no fluxo de trabalho existente dos desenvolvedores e acelerando drasticamente o tempo de correção.



