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Desenvolvimento ágil ou tradicional: qual é o melhor para o seu projeto?

*Por Fabiano Droguetti,
O processo de desenvolvimento de software não é uma ciência exata, pois envolve “n” variáveis que nem sempre estão previstas no projeto original. Isto não por falta de planejamento ou conhecimento da equipe, mas por conta da dinâmica do negócio ou até mesmo do cenário econômico, apenas para citar dois exemplos.
Qualquer alteração em um projeto “cascata”, ou tradicional, pode acarretar em aumento de custos e atraso, já que as fases do projeto estão interligadas e uma depende da finalização da anterior para ser iniciada. Por conta desta característica, já não é de hoje que esse tipo de desenvolvimento tem perdido espaço para o método ágil.
Para entender esse movimento, é preciso primeiro analisar o conceito de desenvolvimento de software e entender algumas diferenças entre dois métodos: desenvolvimento cascata e desenvolvimento ágil. No cascata, por exemplo, é muito importante documentar as etapas do processo pensando na manutenção futura, ainda que muitas vezes essas informações não sejam consultadas com frequência no futuro.
Já no método ágil, colaborar e responder às mudanças é mais importante do que se apegar ao contrato inicial. A diferença aqui é clara. Um modelo é mais rígido – e isto não necessariamente é ruim – e outro é mais flexível – o que não necessariamente é um ponto positivo para todos os projetos. E é na flexibilidade que está um ponto fundamental do desenvolvimento ágil.
Para sintetizar os principais pontos do Manifesto Ágil em contraponto com o Desenvolvimento Cascata, podemos ressaltar quatro pontos:
























Desenvolvimento ÁgilDesenvolvimento Cascata
Indivíduos e interação entre eles são fundamentaisProcessos e ferramentas são importantes
O software funcionando é mais importante que documentarDocumentação das etapas é fundamental
O cliente é corresponsável pelo produto finalO cliente define o escopo inicial e depois vê o resultado final, sem necessariamente participar do processo de desenvolvimento
Responder às mudanças é mais importante que seguir um planoO plano deve ser seguido à risca, uma mudança implica alterações no projeto original com consequências em prazo e custos


Olhando friamente os pontos acima, parece evidente que o método ágil é melhor. Mas nem sempre isso é verdade. Em um projeto em que o escopo é estável, seja por conta de regulamentações de governo ou especificidade do cliente, o método cascata é o mais indicado. Por exemplo, se vamos construir um software para suporte a uma necessidade legal, o escopo tende a variar pouco, portanto o método cascata poderia ser melhor aplicado.
Os defensores do método ágil pregam que o modelo cascata deve ser abandonado por estar totalmente ultrapassado. Mas, na prática, isto é inviável. Muitas empresas ainda não estão preparadas para o modo ágil, pois ainda precisam ter o controle do projeto e do escopo e sentem-se mais confortáveis desta maneira. Ou então possuem um escopo fechado, até mesmo por questões regulatórias, situação na qual o método tradicional é o mais aconselhado.
Não é demérito usar o modo cascata. Há espaço no mercado para os dois métodos. Mas para o sucesso do projeto, é fundamental fazer a escolha entre o melhor método no início do projeto, ou você correrá o risco de desperdiçar tempo, dinheiro e ainda não ter o resultado esperado ao final do projeto.
 
* Fabiano Droguetti é diretor de Operações de Gestão de Aplicações da TIVIT

 

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