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Acordos com países andinos abrem portas para TI nacional

12/08/2015 América latina. Atualização tecnológica da Colômbia e do Peru e a forte demanda chilena impulsionam brasileiros para estes mercados; maturidade dos profissionais locais é um trunfo TecSão Paulo - Colômbia, Peru e Chile. Esses devem ser os destinos preferenciais para o empresário brasileiro de TI que pensa em expandir as operações na América Latina. Enquanto a malha já desenvolvida dos chilenos cria um ambiente favorável para exportação de serviços, acordos setoriais fomentam atuação dos profissionais nacionais também em solo colombiano e peruano. Foi o que se viu durante o Brasil Tecnológico, realizado no fim de julho em Bogotá, a capital da Colômbia. Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o evento reuniu cerca de 50 empresários brasileiros interessados em expandir a atuação no país - que deve crescer cerca de 3,6% este ano. Uma das companhias que marcaram presença na missão (que contou com a participação de empresas como Totvs e a Algar Tech) foi a fornecedora de tecnologia TIVIT, que passou a ter representações locais em outros países da América Latina a partir de 2014. O vice-presidente de tecnologia do grupo, Carlos Gazaffi, afirma que é justamente na trinca Colômbia-Chile-Peru que as operações têm dado mais resultados, ainda que não tenha aberto valores. "Na Colômbia e no Peru há muito espaço para a expansão dos serviços de terceirização", afirmou o executivo, ressaltando que o período econômico atravessado pelos vizinhos possibilita mais acesso às tecnologias de alta performance, como a cloud computing. Tal como a colombiana, a economia do Peru deve crescer cerca de 4% em 2015. Chile O caso do Chile - onde a TIVIT entrou através da aquisição da Synapsis no ano passado - é diferente. "A penetração dos serviços de TI é bem desenvolvida e mais parecida com a do Brasil", afirmou Gazaffi. Frederico Hohagen, diretor-geral da Maplink, de soluções para geolocalização, vai além. "O Chile é maduro digitalmente e está mais próximo da maturidade no segmento do que o Brasil", falou o executivo da empresa, especialista no fornecimento de tecnologia para geolocalização - como o uso em aplicativos para corridas de táxi. Hohagen cita o ecossistema de startups e a boa fase econômica dos chilenos como propulsores de negócios. Além disso, o papel da Apex-Brasil também é preponderante. "Estivemos no estande da Agência durante o Chile Digital e participamos de várias rodadas de negociação", afirmou o diretor-geral. Enquanto isso, a operação na Colômbia (que começou em setembro passado, quatro meses após a do Chile) também dá resultados. "Ainda que eles procurem soluções um pouco menos sofisticadas que os chilenos, o apetite é bastante grande", explica Hohagen. Peru A Maplink ainda não opera no Peru, mas o mercado é visto como um caminho natural. "É um dos lugares que estudamos", afirmou Hohagen. No caso da Audaces, de softwares de moda, a atuação no país começou antes mesmo das políticas setoriais empreendidas pelo Ministério do Desenvolvimento: em 2013 a empresa, especializada em softwares para o setor de moda, já operava em solo peruano; em 2013 foi a vez da Colômbia. Gerente comercial da Audaces para a América do Sul, Eduardo Lopez vê peculiaridades entre os dois países que ilustram bem a diferença entre os dois. "A grande diferença é que na Colômbia existem muitas marcas. Não necessariamente bandeiras grandes, mas marcas locais que desenvolvem os seus próprios produtos e buscam o software para isso", explica. "Já no Peru as ferramentas são contratadas porque lá existe a produção massiva de grandes marcas estrangeiras, como Lacoste e Hugo Boss". Apoio e especialização O exemplo de uma empresa focada na produção de softwares exclusivos para moda vai de encontro com a opinião do diretor de comunicação da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional), Roberto Mayer. "95% de nossas empresas têm uma especificação em mercado vertical. Temos especialistas em tudo, o que não acontece em países com incidência local de TI. Quem está nas proximidades vem atrás". Mayer ainda citou outro fator relevante: a maturidade das empresas de TI brasileiras frentes às rivais. "Temos mais experiência em negociação de contratos e nossas entidades mais relevância". Outro fator citado foi a identificação cultural. "É mais fácil para um colombiano se adequar a um software brasileiro do que outro alemão", afirmou Mayer. Contudo, o executivo cobrou abrangência nas políticas desenvolvidas pelo governo federal. "Só 18% das empresas brasileiras de TI exportam. É muito pouco. Quem participa se favorece, mas existe um potencial enorme que ainda não está sendo bem aproveitado." Fonte: DCI

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